Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

QUANDO A MORTE CHEGAR

Quando a morte chegar Quando a morte chegar, há de me encontrar de braços abertos. Talvez eu esteja fragilizado, desgastado pelo tempo ou quem sabe acamado, não sei, mas uma coisa tenho certeza, ela vai chegar e será aceita, até porque chegará na hora certa. Se assim é, devemos voltar a falar sobre ela, pois o “progresso tendeu inevitavelmente a marginalizar a morte.” (Grillo, 2016). Não desejo evitar falar sobre ela, até porque a morte nos ensina a viver. Quando a morte chegar, virá declarando que eu vivi e quero que ela chegue quando eu estiver rodeado por aqueles que me são importantes. Não quero que ela me encontre só. Walter Oswald (Osswald, 2013) diz: “Morrer sozinho, separado por cortinas dos companheiros de enfermaria, sem apoio nem consolo não pode ser considerado resposta ao desejo de uma boa morte.” Portanto, que quero que ela me encontre cercada por aqueles que eu amo e que me amam. Quero que seja estilo Jacó, abençoando filhos e depois recolhendo-se e partindo ...

TERAPEUTICAMENTE FALANDO

Escrevo e descrevo sobre as coisas comuns da vida. Falo da minha realidade. Transcrevo as minhas emoções e sentimentos. Extravaso o que vai no meu ser. Converso comigo, sobre os meus dilemas, minhas dores, meus anseios e temores. Escrevo de mim para mim e sobre mim. Escrevo lavando a alma. Desafogando-me, desaguando no texto. Simplesmente deixo-me ir, livre, sem amarras. Sigo mergulhado em mim e o que brota de mim, é muito mais do que um simples texto, é a essência de quem eu sou, porque para escrever é fundamental fazê-la com a sua alma, cheio de emoção e sentimento e é assim que eu escrevo e me descrevo. Escrevo sobre tudo. Verso sobre a vida. Sigo livre e deixo-me levar. Sei que há momentos que parecem de profunda loucura, mas o mundo pertence aos loucos, pois só os loucos são livres e felizes. É na minha “loucura”, no descrever e transcrever o que vai no meu ser que os outros podem me perceber, mas transformam meus textos em seus, encontram semelhanças com sua própria hi...

COMO DESTRUIR OS FILHOS

Filhos são um desafio. Eles são o grande investimento que alguém pode fazer. São a nossa continuidade e extensão do nosso ser. Filhos são um projeto de vida e para toda vida. O poeta Vinícius de Moraes escreveu: “Filhos... Filhos? Melhor não tê-los! Mas se não os temos Como sabê-los? Se não os temos Que de consulta Quanto silêncio Como os queremos!” [1] Filhos são desejados, sonhados e amados. Filhos são o maior investimento que podemos fazer, mas filhos são um desafio para cada um de nós. Pensando no poema de Vinícius vejo as declarações de Bauman (Bauman, 2006) que diz: “Os filhos estão entre as aquisições mais caras que o consumidor médio pode fazer ao longo de toda a sua vida. (…) ter filhos é, na nossa época, uma questão de decisão, não um acidente - o que aumenta   a ansiedade. Tê-los ou não é, comprovadamente, a decisão de maior alcance e com maiores consequências que existe e, portanto, também a mais angustiante e stressante. Ter filhos significa a...

DESTRUINDO AS RELAÇÕES

Somos seres sociais, criados para viver em comunidade. A nossa vida é relacional. Criamos laços e nos conectamos com as pessoas. Elas tornam-se importantes para nós, mas também reconhecemos que muitas relações se partem, são destruídas no percurso da vida. Entretanto, seria muito bom se pudéssemos viver, mesmo tendo divergências, sem que as relações fossem destruídas. O que faz com que nossas relações sejam destruídas? A primeira razão para que nossas relações sejam destruídas é querer fazer valer à nossa própria vontade, o nosso desejo. O que eu penso, o que eu digo e o que eu quero é o que conta e não interessa o que os outros pensam ou desejam. Vivemos uma realidade em que diz: “seja feita a minha vontade”. Esta mentalidade é destruidora de relacionamentos. Querer que sua vontade seja feita demonstra uma atitude egoísta. Sim, o egoísmo faz com que as relações sejam destruídas. Ela o faz porque não respeita o direito do outro. Na verdade, ela não respeita o outro e se, não ...

O JOGO DA VIDA

Não existem vencedores antecipados. Não há campeões por causa de sua tradição. Não se ganha alimentando o ego e a vaidade. Não é possível se tornar um vencedor envolvido em várias campanhas. A vitória só é possível através de muita dedicação e esforço. É fundamental manter o foco. Quem deseja ser um vencedor necessita se esforçar. Precisa treinar arduamente. É necessário abdicar de uma série de coisas para poder estar bem preparado. Torna-se fundamental ter equilíbrio e acima de tudo, cuidado com o ser, pois não é apenas o esforço físico, mas também uma alimentação correta, seu psicológico e o emocional. Tudo isto faz parte do esforço para que a pessoa se torne um vencedor. É preciso preparo e determinação. É também necessário ter uma estratégia, uma tática de treino e de jogo. Não basta saber na teoria. Não basta ser o melhor, é preciso mostrar que se é na competição. Já diz a Escritura que o orgulho precede a queda (Pv 16.18). Na competição da vida, no jogo existencial o maio...

SANGUE, SUOR E LÁGRIMAS

Uma das frases mais batidas sobre o futebol é: Futebol não tem lógica. Contudo, diante da imprevisibilidade que é o futebol, devemos assumir que a falta de lógica não rompe com o peso da tradição. Tradição sim, pois quando olhamos para a “Copa do Mundo” percebemos que apenas oito países são detentores do título de campeão mundial. Foi assim, que ontem vi ressurgir a Argentina. Era um time apático, sem graça e sem futebol, mas quando chegou o momento decisivo o peso da tradição se fez valer. Não apenas isto, a determinação, a garra de uma seleção em que os jogadores se tornaram torcedores e deixaram a alma em campo. Algumas coisas me chamaram a atenção no jogo da Argentina. A primeira delas é o valor da liderança. No túnel, apareceu Messi falando com os outros jogadores, chamando a responsabilidade e mostrando que não poderiam desistir. Messi mostrou não apenas ser o craque, pois até aqui, ainda não brilhou como tal, mas se mostrou líder com capacidade de unir os companheiros ...

A DESUMANIZAÇÃO DO SER HUMANO

O ser humano é mal. A sua crueldade parece não ter limite. Aliás, o que se vê é a desumanização generalizada. Ama-se coisas e despreza-se o semelhante. Vive-se hipocritamente o politicamente correto, sem que se tenha coragem de lutar pelo correto e fazer valer o que é direito. A desumanização fica clara, quando lemos os jornais e assistimos aos telejornais. As notícias dos refugiados que são impedidos de entrar em determinados países, dos imigrantes que são presos e suas famílias totalmente separadas. Não há direitos humanos e humanos direitos. Os mais fortes se julgam no direito de violar os estatutos por eles criados. É fundamental recordar o documento assinado em 1948, pelas Nações Unidas, e que ficou conhecido como Declaração Universal dos Direitos Humanos, mas onde estão estes direitos? A violência grassa e o tratamento desigual é cada vez maior. Nega-se o direito de igualdade e mostra-se acintosamente que nem todos têm direitos e que, há um grupo que é tratado como subhum...